Eu fui vítima – A culpa é da Capivara

05/10/2018 | 0 Comentários

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Paula Tissot

Coach & Mentora - Formada em Neurociências Aplicadas ao Comportamento Empreendedor, Comunicação e Liderança.

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Sim eu fui vítima:

  • Do curso de graduação “errado” escolhido na pressão (interna) após a tentativa malsucedida do curso de Direito na Universidade Federal
  • Da falta de dinheiro pra fazer um intercâmbio e aprender inglês,
  • Da burocracia que não permitia que meus projetos ganhassem velocidade,
  • Do machismo que não me permitia ser ouvida,
  • Das injustiças da vida que não me permitiam conquistar meus sonhos.

Eu fui vítima até 2012, quando entrei no Sebrae/PR para assumir a coordenação estadual do Empretec (desenvolvido pela ONU, o Empretec ajuda você a se conhecer melhor e reconhecer as suas características empreendedoras… só que é muito mais que isso).

No Empretec, ainda como participante, ouvi pela primeira vez o termo “Lócus de Controle”, e esse termo acabou com a estratégia de uma vida inteira de vitimização. Foi bom? Foi sensacional! Mas foi beeem difícil.

Quando eu passei a exercitar (digo exercitar porque é como ir à academia: a repetição dos exercícios trará o resultado) o Lócus de Controle Interno, minha vida passou por uma transformação. Eu assumi que:

  • EU escolhi um curso de graduação que não era o que eu queria por motivos errados, mas eu ainda poderia seguir por outros caminhos através de uma Pós-Graduação e tantos outros cursos que hoje me trouxeram onde estou – com a autonomia de trabalhar com minha própria empresa, fazendo o que amo fazer,
  • EU parei de gastar dinheiro com distrações, economizei e fui 2 anos seguidos pros EUA passar minhas férias estudando inglês (confiram a cena impagável ocorrida na 1º noite da viagem para São Francisco: https://www.facebook.com/paula.tissot/posts/10205307818633991),
  • EU parei de reclamar e busquei novas estratégias para que projetos ganhassem velocidade, fui trabalhar em uma Startup por 2 anos (experiência fantááástica), abri minha própria empresa,
  • EU fui buscar me conhecer, fiz o curso de Análise Transacional, uma super formação em Coaching que me mostraram o que em mim não me permitia ser ouvida,
  • EU busquei incansavelmente novas referências e, apesar das dificuldades, persisti na busca pelo meu caminho.

Outra chacoalhada foi o “Paradigma da Escassez” trazido pela Dulce Magalhães em uma palestra bastante impactante, onde uma das reflexões foi: “do ponto de vista cerebral, o oposto da reclamação não é a conformação, mas sim a mudança”.

Era mais ou menos assim: Tá ruim? Muda. O pensamento, a comunicação, a estratégia, a abordagem, o lugar, a escolha, o curso, o projeto, a forma de se relacionar…..pára, avalia, e muda. Esse 2º chute na canela no que se refere à autorresponsabilidade permitiu que eu seguisse me perguntando a cada “nova injustiça” pela qual eu passava: “Paula, qual foi sua contribuição para que o resultado fosse esse?”.

“Socorrooooo, era tão mais fácil quando eu colocava a culpa nos outros, na vida, no destino, na má sorte, nas experiências anteriores que passei, nas referências que tive, na capivara do Barigui, qualquer um que não fosse EU!”.

Esse era o pensamento no começo, confesso. Mas também confesso que a autorresponsabilidade trouxe um crescimento incrível, e principalmente: escolhas mais conscientes.

Isso quer dizer que nosso destino está completamente em nossas mãos, e nada sai do nosso controle se nos esforçarmos suficiente? Não. A reflexão que trago é: está nas nossas mãos escolher os terrenos que parecem férteis, espalhar as melhores sementes, regá-las, e estarmos preparados pra lidar com o que florescer. Não foi como você esperava? Pára, avalia, compreende, aprende, cria opções, e vai para o próximo plantio.

Desejo a você um belo despertar para a autorresponsabilidade, para escolhas mais conscientes e alinhadas com seus valores, suas metas pessoais, e com o que você deseja para sua vida. Simples? Não. Mas transformador! 🙂

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