Sim, eu tive medo

20/09/2018 | 1 Comentário

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Paula Tissot

Coach & Mentora - Formada em Neurociências Aplicadas ao Comportamento Empreendedor, Comunicação e Liderança.

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Uma das coisas que mais escutei durante os últimos dias quando expus minha decisão de seguir meu sonho e tocar minha própria empresa foi: “Paula, como admiro tua coragem!”.

Por um lado, reação bastante natural num contexto de alta taxa de desemprego. Por outro, me lembrei de uma afirmação sobre parte do que venho estudando nos últimos anos na área de comportamento humano: “Muitos de nós não estamos vivendo nossos sonhos porque estamos vivendo nossos medos”. Mas será tão simples assim?

É claro que eu tive medo. Mas além do medo, o que diferencia os quase 3 anos que passei pensando em abrir minha empresa do momento em que realmente tomei a decisão e dei este passo, foi que agora estou preparada. Agora eu disponho das habilidades, das informações, da estabilidade emocional, da organização financeira, da clareza de propósito, da certeza sobre a escolha, e da base” de estudos e experiências que preciso (aqui destaco “base” porque acredito ser essencial  seguir estudando e buscando experiências mais ricas para nossa evolução pessoal e profissional).

Eu passei por uma maravilhosa e longa formação em Coaching e Mentoring (quase 1 ano e meio de duração). Neste processo me desconstruí, me reconstruí. Estudei Análise Transacional. Fiz terapia. Iniciei estudos em Neurociência. Mas principalmente, me joguei em diversas experiências muito ricas, pois é daí que vem minha maior credencial: o que já vivi.

O que ficou claro pra mim é que o passo não dado 3 anos atrás não tratava-se apenas de “falta de coragem”, mas sim a falta de um conjunto de coisas que me trariam coragem. O medo e a tomada de decisão podem coexistir, desde que outros elementos te tragam certeza de que independente do resultado, é a escolha certa a se fazer.

A minha certeza sobre a decisão tomada não é pelos resultados que colherei lá no futuro, mas sim pelo misto de felicidade e tranquilidade que habita em mim, aqui agora.

Se eu tenho “tudo sob controle”? Não. Aliás, o que seria esse “tudo”? O que eu tenho é uma decisão de riscos calculados e clareza do que quero fazer, amo fazer, e sei fazer de melhor: assessorar pessoas a descobrirem o SEU caminho, e facilitar a jornada com a descoberta e o desenvolvimento das competências necessárias.

Graças a Deus, muito trabalho já chegou! Espero que um pouquinho da minha caminhada possa trazer luz para a sua 🙂

Um restinho de semana abençoado a todos.

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